O ovo está liberado e super recomendado
A Organização Mundial de Saúde tirou o ovo da lista dos vilões e o classificou como o segundo melhor alimento que existe na natureza, superado apenas pelo leite materno. Os motivos são justificados pela presença de 13 vitaminas e vários minerais, sendo que a gema do ovo é um dos poucos alimentos que contém vitamina D, que faz o organismo fixar o cálcio nos ossos. Além disso, o ovo contém mais gorduras benéficas que saturadas e sua proteína possui todos os aminoácidos essenciais.
Já existem provas científicas que revelam: ele não é o que se imaginava. "Um estudo americano, realizado com um grupo que o consumia e outro não, apontou maior incidência de doenças cardíacas justamente entre as pessoas que não recorriam ao alimento com freqüência. Ele não provoca problemas cardiovasculares. Os principais fatores que causam esse mal são o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo", afirma Pedro Alves de Souza, professor do Departamento de Tecnologia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Segundo o especialista, trata-se de um dos alimentos mais completos que existem. "Em relação ao valor nutritivo de sua proteína, só perde para o leite materno, sendo, inclusive, superior ao leite, ao pescado e à carne", diz. A nutricionista Maria Cecília Corsi (SP) também o defende. "O ovo é uma fonte muito rica de energia, possui nutrientes, vitaminas e sais minerais. E, o que é bom demais, uma unidade tem apenas 70 calorias."
O Dr. Donald McNamara, da Sociedade Americana do Coração, afirma que ao contrário do que se acreditava, o consumo de ovos pode ajudar a baixar o mau colesterol no sangue e a elevar os níveis de bom colesterol. Outra descoberta recente é que a gema do ovo contém colina, uma substância que melhora a formação dos neurônios, estimula a memória e tem importante papel para a nutrição do bebê na gestação.
"A grávida que come uma unidade a cada dois dias garante a quantidade de ácido fólico necessária para o bom desenvolvimento do feto", reforça Maria Cecília.
O produto contém ainda níveis consideráveis de zinco, selênio, vitaminas A e E e do complexo B, que ajudam a prevenir o organismo contra processos degenerativos associados ao câncer, diabetes, cataratas e enfermidades cardiovasculares. A vitamina D, que o organismo só produz com a exposição solar, também está presente nele. "Quem não apanha sol deve, portanto, ingerir essa vitamina, encontrada somente em dois alimentos: no óleo de fígado de peixe e no ovo. E não resta dúvida de que este último é mais saboroso", diz o professor da Unesp.
Completo no prato, econômico no bolso
Além de manter o corpo saudável, o produto é barato. O consumo por aqui, no entanto, é pequeno. De acordo com a Associação Paulista de Avicultura (APA), o brasileiro come, em média, uma unidade a cada quatro dias, enquanto o japonês e o mexicano consomem cerca de uma por dia.
Fonte: Revista Viva Saúde / Nova Beleza

