Escova Progressiva sem Formol

Muitos salões ainda oferecem a antiga versão da escova progressiva, bem como há clientes que ignoram os riscos e continuam dispostas a tudo para alisar os fios. Se você está entre elas, h á dois bons motivos para você repensar.

Em primeiro lugar, dermatologistas, químicos e hairstylists são unânimes: a técnica é perigosa. E, agora, já temos à disposição técnicas sem formol.

Quem faz a escova com formol está agindo contra a lei. Desde maio de 2007, a Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu esse tratamento por utilizar o formol, um componente altamente tóxico para o organismo.

Mas existe uma quantidade e segura permitida em formulações cosméticas que é de 0,2%. Porém, essa dosagem é insuficiente para produzir um alisamento nos fios. “Para deixar o cabelo crespo liso, só usando uma quantidade muito acima do permitido o que significa colocar a saúde em risco”, diz o dermatologista Valcinir Bedin, do Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele, em São Paulo.

O uso do formol além do limite descrito acima pode provocar irritação nos olhos, nas narinas, dor de cabeça, irritação e feridas no couro cabeludo e na pele do rosto que entrar em contato com ele, intoxicação e problemas respiratórios. As repetições só agravam o problema: podem ocorrer lesões na córnea, insuficiência respiratória, além da queda de fios”, alerta a dermatologista Claudia Marçal, de Campinas (SP).

Você deve estar se perguntando o que , afinal, o formol... “Também conhecido como formalina, é um líquido incolor tóxico, de cheiro forte e característico, obtido a partir da dissolução do gás formaldeído. Vale lembrar que ele é irritante e, por isso mesmo, tem seu uso indicado apenas em produtos que não entrem em contato direto com a pele. É empregado na assepsia de material cirúrgico em geral e para preservar cadáveres por ter ação bactericida e anti-séptica”, explica o engenheiro químico, especialista em compostos químicos para indústria, Alexandre Barbagallo, de São Paulo.

Outra dúvida que deve estar rondando seus pensamentos: Se é tão agressivo, por que o cabelo fica tão lindo depois da aplicação? Porque para compensar a ação danosa do formol na camada interna dos fios (o recheio), a técnica inclui aplicações de altas doses de queratina concentrada. “Ela forma um tipo de filme que encapa os fios, deixando-os perfeitos do lado de fora e vazios do lado de dentro. Após algumas aplicações sucessivas, o cabelo fica sensível, partindo até com uma simples escovação”, conta Evandro Angelo, hairstylist do salão EV, em São Paulo.

Além disso, os fios não se recuperam, só deixando crescer o cabelo, os fios novos crescem saudáveis, mas os que foram danificados pela ação do formol ficam fragilizados e quebradiços. Por isso mesmo são indicadas sessões regulares de reconstrução com queratina para recondicionar o fio que foi, de certa forma, esvaziado”, explica Aldeni Ribeiro, hairstylist do salão Franck Provost, em São Paulo.

E não pense que se o formol estragar seu cabelo, basta fazer outro alisamento e pronto. Infelizmente não é bem assim. Dependendo do estado do cabelo, ele pode não agüentar outra química forte e entrar em processo de enfraquecimento severo e queda. Além disso, nem todos os princípios ativos são compatíveis entre si. Só após uma análise minuciosa e um teste de mecha, ambos feitos por um profissional especializado, é que outra técnica poderá ser aplicada.

E fazer em casa? Esqueça a idéia! Para começar, a venda de formol em farmácias é proibida. Pense bem: se feita por um profissional que estudou a fundo cabelos e afins, a manipulação da substância já é perigosa, imagine fazê-la em casa, sem o ANTES mínimo de cuidado e conhecimento.

Duas opções sem formol são:

Para conhecer outros métodos de alisamento, navegue pelo menu ao lado.

Fonte: Boa Forma

 

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