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O sol e a sua pele
O fato é que a radiação solar agride várias estruturas da pele como vasos, fibras, melanócitos (células que produzem a melanina), DNA (proteína do núcleo celular), entre outras. Tais agressões, imperceptíves aos nossos olhos no princípio, vão se acumulando ao longo da vida, sem chamar qualquer atenção. Se não houver prevenção, cedo ou tarde, as conseqüências se manifestarão através de manchas, rugas e outros sinais de envelhecimento precoce, além da possibilidade das alterações evoluirem para um câncer de pele. Os raios UVA e UVBOs raios UVB são responsáveis pelos danos imediatos à pele, como ressecamento, vermelhidão, queimaduras graves seguidas de formação de bolhas, descamação e lesões precursoras de câncer. A intensidade da radiação UVB varia durante o dia, sendo mais forte entre 10 e 16 horas, quando a temperatura é mais elevada. Os raios UVA são responsáveis pelo bronzeamento a curto prazo da pele. Apesar de não causar vermelhidão, eles são causadores dos danos que se acumulam ao longo dos anos, levando ao fotoenvelhecimento e atuando como coadjuvantes nos processos tumorais e alérgicos. A presença dos raios UVA é constante durante todo o dia e suas ondas são de longa alcance, atingindo as camadas mais profundas da pele. Quando os efeitos se manifestamA própria pele possui um mecanismo de defesa que consegue neutralizar em parte os danos causados à sua estrutura, impedindo assim que essas agressões sejam percebidas. Entretanto, com o passar dos anos, os mecanismos de defesa não conseguem mais reverter os danos acumulados. É nesta fase, normalmente por volta dos 40 anos de idade, que a pele começa a demonstrar as conseqüências das agressões sofridas ao londo da vida: asperezas, casquinhas, manchas, rugas e diversos tipos de câncer de pele. Prevenção: o tratamento mais efetivoPara minimizar os danos e também adiar o surgimento dos efeitos da radiação solar, é necessário utilizar um filtro solar diariamente, inclusive em dias nublados. Aplique-o sobre as áreas expostas, como rosto, pescoço e mãos. No caso da exposição solar na praia ou na piscina, todo o corpo deve ser protegido, inclusive orelhas, pés e mãos. O protetor solar deve ser aplicado em quantidade generosa, sempre sobre a pele seca, formando uma espessa camada. A primeira aplicação deve ser feita cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, para que haja tempo para uma completa absorção do produto. Repita a aplicação a cada duas horas. No caso de praticantes de esportes ao ar livre, é necessário utilizar bloqueadores solares resistentes à água, pois estes oferecem uma proteção mais intensa. Como escolher o Fator de Proteção SolarO fator proteção solar (FPS) é um padrão adotado mundialmente e mede o grau de proteção dos produtos contra a radiação UVB somente. Atualmente, existem no mercado uma ampla gama de protetores solares, com FPS que variam do 4 ao 70. Existe uma grande controvérsia com relação aos produtos com índices inferiores a 8 e superiores a 30. Segundo os dermatologistas, os indíces muito baixos não oferecem proteção. O FPS 8 é o fator mínimo recomendado pelo FDA (Food and Drug Administration) - órgão que regulamenta a segurança de medicamentos e alimentos nos EUA. Com relação aos indícies superiores a 30, há uma variação muito pequena no percentual de proteção. O FPS 30, por exemplo, filtra 96,7% da radiação solar, enquanto o FPS 40 filtra 97,8%. A escolha do FPS adequado deve ser orientada pelas características de cada pessoa:
Lembre-se que o FPS refere-se à proteção contra raios UVB. É importante verificar na embalagem do protetor, se o mesmo oferece proteção contra raios UVA. Ainda não existe um índice padrão para medir a proteção contra raios UVA. Nos países desenvolvidos, o índice de proteção UVA é informado nas embalagens em termos percentuais. No Brasil, a Natura é a única empresa até o momento a informar este índice de proteção.
O sol também prejudica os olhosAlém de danificar a pele, a exposição, sem proteção, a quantidades excessivas de radiação UV por curto período de tempo, pode provocar uma queimadura da córnea causando dor, vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia e sensação de areia nos olhos. Felizmente, essa condição denominada ceratite é geralmente temporária e raramente causa danos permanentes aos olhos. Já a exposição prolongada à radiação solar, mesmo com pequenas quantidades de radiação UV, aumenta a chance de desenvolvermos catarata (opacificação do cristalino), pterígio, câncer de pele nas pálpebras e lesões na retina (degenerações). Como no caso da pele, os efeitos da radiação UV sobre os olhos são cumulativos. Quanto mais seus olhos se expõem aos raios UV, maiores serão os riscos com o passar dos anos. É aconselhável, portanto, o uso de óculos escuros de boa qualidade e que ofereçam proteção adequada a seus olhos, não apenas durante o verão, e sim durante todo o ano. O risco de danos aos olhos aumenta na praia, no mar e nas montanhas, e é ainda maior entre 10h e 14h. Proteja seus filhosCerca de 80% dos danos causados pelo sol são acumulados ao longo da infância e da adolescência. Portanto, desenvolva em seus filhos o hábito de se proteger. Passe filtro solar nas crianças e estimule os adolescentes a utilizarem. Sol também é saúdeTambém é verdade que o sol é necessário para nossa saúde, pois é essencial para a ativação da vitamina D, importante para evitar o raquitismo. Além disso, a exposição ao sol promove a sensação de alegria e bem-estar. Porém, para que esses benefícios sejam obtidos, são necessários somente 10 minutos diários de exposição. Pratique estes conselhosSe você é daquelas pessoas que não abrem mão de uma pele bronzeada ou do prazer de tomar sol e se refrescar na água do mar ou da piscina, tome as devidas precauções na praia, na piscina e também no dia-a-dia.
Fontes:
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